CARRO BOMBA - "CARCAÇA" (2011)

"Carcaça", quarto álbum do Carro Bomba, mantém o estilo adotado em seu trabalho anterior, "Nervoso" (2008). Porém, Rogério Fernandes (vocal), Marcello Schevano (guitarra), Fabrízio Micheloni (baixo) e Heitor Shewchenko (bateria) não apenas sustentaram a ferocidade musical, como adicionaram ainda mais peso e energia.

Logo nos primeiros acordes da faixa de abertura, "Bala Perdida", nota-se a adição de elementos de Thrash Metal, com um som de baixo altamente encorpado e palhetadas de guitarra abafadas instigantes. Seria como se o criador do Heavy Metal, Tony Iommi (Black Sabbath), estivesse compondo para o Slayer.

A proposta do quarteto de fazer Metal pesado cantado em português ainda é amparada por uma produção bem cuidada, a cargo da própria banda e da dupla Marcello Pompeu e Heros Trench, do estúdio Mr. Som (SP). O som que sai dos alto-falantes, em faixas como "Combustível", "Mondo Plastico" e "Blueshit", exalta o peso e a timbragem encorpada dos instrumentos, algo que vai ao encontro de álbuns como "Dehumanizer" (Black Sabbath), "Strange Highways" (Dio) e "The Devil You Know" (Heaven & Hell).

A interpretação do experiente Rogério Fernandes, com seus vocais fortes, potentes e cheios de 'drive', escancara a referência direta do mestre Ronnie James Dio, como se ouve na faixa-título e em "O Foda-se III". O 'frontman' passa a emoção exata e faz com que o ouvinte rapidamente se identifique com as mensagens passadas nas letras, sempre expondo a atmosfera urbana e os problemas sociais das grandes metrópoles.

Já a bela arte gráfica do ilustrador e quadrinhista André Kitagawa é uma sequência natural de "Nervoso", transpassando a ideia central de cada letra, com imagens que reforçam o ferro e o aço distorcidos e aquele cheiro de gasolina e fumaça.

Se "Nervoso" foi considerado um dos melhores álbuns da história da Música Pesada brasileira, figurando em altas posições em praticamente todas as eleições dos 'Melhores de 2008', "Carcaça" tem tudo para levar o Carro Bomba adiante. Um Metal pesado direto, com pegada e peso, como há muito não se via no Brasil. Você vai adorar ter sua garagem implodida por eles.

"De todas as bandas brasileiras que cantam na sua língua nativa, Carro Bomba com certeza é a melhor." – Rockonnection

"O melhor Heavy Metal nacional em português tem nome: Carro Bomba." – Estadão

"Espere por peso, muito peso!" – Revista Roadie Crew

"Carcaça é motivo de orgulho para qualquer um que compartilhe a paixão pelo Rock pesado da velha escola e cantado na língua portuguesa." – Whiplash.net

"(...) Melhor Metal produzido em nosso país, sem sombra de dúvida." – Whiplash.net

"Nasceu um novo clássico, e seu nome é Carcaça!" – Collector's Room

"Só me esta dizer que o álbum é 'simplesmente' MATADOR!" – True Metal Brazil

"(...) Os caras enfiaram os dois pés no peito do ouvinte, fazendo deste o seu disco mais pesado!" – Scypher Digital Magazine

CARRO BOMBA – CRONOLOGIA

2003 – No dia 28 de setembro, durante uma desenfreada festa Rock'n'Roll no bairro do Jabaquara, em São Paulo, Fabrizio Micheloni (baixo e vocal), Marcello Schevano (guitarra e vocal) e Ricardo Bonx (bateria e vocal) uniram-se para uma despretensiosa 'jam session'. A brincadeira acabou se tornando uma verdadeira batalha de instrumentos, tamanha a fluência e coesão entre os três músicos o que, naturalmente, os instigou a trabalhar como banda. Para três apresentações no Salão Duas Rodas – tradicional feira de motociclismo em SP –, realizada no mês seguinte, o grupo se apresentou sob o nome de Carro Bomba, tocando um repertório de covers. Por razões óbvias, o nome ficou.

2004 – Após passar o primeiro semestre trabalhando o repertório para o álbum de estreia, em julho os músicos deram entrada no Tonelada Estúdio (SP) para registrar o 'debut' homônimo, "Carro Bomba", gravado em apenas quatro dias. A estreia do repertório autoral nos palcos ocorreu a 11 de setembro no Blackmore Rock Bar (SP), ao lado dos brothers do Baranga. Em dezembro o 'debut' é oficialmente lançado, sendo aclamado por público e mídia Rock do país, rapidamente transformando a banda em referência de "Rock Pesado Cantado em Português".

2005 – Entre shows e ensaios, logo surgem as composições que viriam a integrar o segundo trabalho do trio, sugestivamente batizado de "Segundo Atentado". Gravado em outubro, novamente no Tonelada Estúdio, o álbum trouxe, além da evolução natural da banda, o aumento notável do peso nas músicas. O vocalista Rogério Fernandes participa como convidado na faixa "A Luz, a Paz e a Bomba", sendo uma espécie de prévia do que viria a acontecer pouco tempo depois.

2006 – O álbum "Segundo Atentado" é lançado em abril, seguido de uma bateria de shows por todo o Brasil. O grupo encerra o ano tocando no aniversário do Manifesto Bar (SP), ao lado do Golpe de Estado.

2007 – Após um show no Centro Cultural SP em fevereiro, Ricardo Bonx deixa a banda e é substituído por Fernando Minchillo, marcando o início de uma série de mudanças drásticas. Além da inserção de dois bumbos à sonoridade do grupo, Rogério Fernandes chegou para assumir os vocais, trazendo seu drive potentíssimo e deixando a dupla de cordas – Marcello Schevano (guitarra), Fabrízio Micheloni (baixo) – livre para incrementar ainda mais os arranjos. O resultado dessas mudanças logo viria à tona quando, em dezembro, a nova formação adentrou o Mr. Som Estúdio (SP) para registrar o terceiro álbum, "Nervoso".

2008 – "Nervoso" foi um caso clássico de "divisor de águas" na carreira de uma banda. O disco é simplesmente uma porrada na orelha, trazendo a perfeita combinação entre o instrumental ultrapesado e intrincado com letras inteligentes e repletas de poesia de rua, cantadas com feeling ímpar. Porém, em meio a todo o alvoroço, Fernando Minchillo acabou deixando a banda e foi substituído por Heitor Shewchenko ainda antes do show de lançamento, realizado em julho no Manifesto Bar (SP). Shewchenko trouxe ainda mais peso e vigor ao já reverenciado comboio.

2009 – A banda realiza shows maiores e mais importantes por diversos Estados do Brasil e, simultaneamente, inicia os trabalhos para o sucessor do "Nervoso". Os músicos estavam decididos a superar o disco que foi considerado por muitos como um dos melhores álbuns da história da Música Pesada Brasileira, figurando em altas posições em praticamente todas as eleições de "Melhores de 2008".

2010 – "Carcaça" é gravado no Mr. Som Estúdio, enquanto os shows tornam-se ainda maiores, já com um fiel público conquistado, graças à impecável performance da banda ao vivo. Assim, são convidados a integrar o cast da gravadora/distribuidora Laser Company, a maior do país no segmento, junto a medalhões como Sepultura, Korzus, Torture Squad e Krisiun, entre outros.

2011 – Paralelamente aos preparativos para o lançamento do novo álbum, "Carcaça", é realizada uma turnê pelo Chile, em março. Na ocasião, o Carro Bomba se apresentou com as bandas locais Tabernários, Boca Seca e Lethal Fist, deixando ótima impressão entre o público chileno. Novamente aclamado por público e mídia, o grupo passa a promover "Carcaça" nos palcos, com shows cada vez mais intensos e concorridos.